A National Gallery de Londres apresenta a primeira exposição monográfica no Reino Unido dedicada a José María Velasco.
Desde 29 de março, a National Gallery de Londres sedia sua primeira exposição monográfica dedicada a um artista histórico latino-americano, com foco em José María Velasco (1840–1912), considerado o pintor mexicano mais influente do século XIX. Sob o título José María Velasco: Uma Visão do México, a exposição reúne cerca de trinta obras, entre pinturas e desenhos, a maioria proveniente de coleções públicas e privadas mexicanas, incluindo dezessete peças do Museu Nacional de Arte (MUNAL) da Cidade do México.
É também uma excelente oportunidade para explorar a arte latino-americana em um cenário único, que pode ser explorado com mais profundidade por meio de um tour privado pela National Gallery.
A exposição coincide com o bicentenário do início das relações diplomáticas entre o México e o Reino Unido e também é a primeira vez que a National Gallery dedica uma exposição a um artista latino-americano do século XIX.
José María Velasco: Uma paisagem mexicana entre a ciência e a arte
Velasco alcançou reconhecimento internacional por suas representações do Vale do México, capturando tanto a grandiosidade natural da paisagem quanto os efeitos da industrialização. Pintadas durante décadas de intensa mudança social, suas obras combinam lirismo estético com precisão científica. Além de pintor, ele era botânico, geólogo e naturalista, o que se reflete em sua abordagem empírica ao desenho e à pintura.
Embora tenha exposto na Europa e nos Estados Unidos durante sua vida e recebido vários prêmios como representante do México em exposições internacionais, seu trabalho não aparece em nenhuma coleção pública no Reino Unido. A última grande retrospectiva fora do México ocorreu há quase 50 anos, em San Antonio e Austin, Texas, em 1976.
Uma exposição dividida em seis secções temáticas
A exposição abrange mais de cinco décadas de produção de Velasco, organizadas em seis blocos temáticos:
Paisagem e Indústria, com obras como O Vale do México desde o Molino del Rey (1895) e A Fábrica Têxtil de La Carolina (1887), examina o impacto da modernização no ambiente natural.
Flora reflete seu interesse pela botânica, visível em peças como Cardón, estado de Oaxaca (1887) e Uma ponte rústica em San Ángel (1862).
O Vale do México, seção central, gira em torno do icônico Vale do México visto do Cerro Santa Isabel (1877).
Ruínas e Arqueologia aborda seu fascínio pelas culturas mesoamericanas, com obras como As Pirâmides do Sol e da Lua (1878) e A Pirâmide do Sol em Teotihuacán (1878).
O tempo geológico aprofunda sua visão científica da paisagem, com pinturas como Rochas (1894) e Rochas no Cerro Atzacoalco (1874).
Seus últimos anos, com sua última obra Estudio (1912), encerram a turnê.
Ler mais