A primeira iniciativa artística privada fora de Buenos Aires

A primeira iniciativa artística privada fora de Buenos Aires

“Capital Feria”, a primeira iniciativa artística privada fora de Buenos Aires, começa em Córdoba.
O evento acontece até domingo, 6 de abril, no bairro central de Capitalinas, na cidade mediterrânea, com 24 galerias e projetos artísticos da Argentina, Brasil, Chile e México.
Uma nova feira de arte está surgindo no horizonte. Em Córdoba, a Feira de Arte Capital Latino-Americana estreará de quinta-feira, 3 de abril, a domingo, 6 de abril, no complexo do Distrito Capitalinas, e reunirá 24 galerias e projetos de arte da Argentina, Brasil, Chile e México.
Esta será a segunda feira na província, onde o Mercado de Arte de Córdoba (MAC) é realizado há mais de uma década. No entanto, diferentemente desta última, que é financiada pelo Estado, a Feira da Capital é organizada pelo setor privado, uma novidade no cenário artístico nacional fora de Buenos Aires.



“A ideia da feira veio, na verdade, de uma produtora privada chamada Wayout, em conjunto com o Distrito Capitalinas. Eles estavam interessados ​​em organizar uma feira privada de galeria de arte e nos convidaram para começar a trabalhar no projeto”, disse Luz Novillo Corvalán, codiretora do evento com Mercedes López Moreyra, à Infobae Cultura.
Nesse sentido, a Feria Capital se soma a um ecossistema crescente de feiras nas províncias, muitas delas estatais, enquanto outras, poucas, são financiadas por financiamento misto público-privado, como a FAS de Salta, da qual a Feria Capital toma emprestado o conceito de realizá-la em um espaço associado a um empreendimento imobiliário.

“É impulsionado pelo setor privado e, de certa forma, o que começamos a analisar um pouco foi essa grande proliferação de feiras em diferentes províncias da Argentina, mas começamos a detectar que de alguma forma não havia presença regional. Por isso, a ideia de trabalhar esse diálogo com a América Latina parecia muito potente e, ao mesmo tempo, estabelecer um diálogo com todas as produções nacionais, que também teriam um caráter federal. Então, isso nos pareceu um elemento que nos diferenciaria”, acrescentou Novillo Corvalán.
Em relação à participação nacional, a feira se constrói com a presença de 19 espaços pertencentes ao trio de galerias mais desenvolvido do país (CABA, Rosário e a província anfitriã, logicamente), muitos dos quais tendem a participar por razões geoeconômicas do MAC, por isso é efetivamente no cenário estrangeiro que reside o grau de separação.
"A seleção de galerias é, em parte, uma resposta à diversidade de propostas, um retrato das diferentes produções em diferentes regiões, diferentes países e diferentes trajetórias, incluindo galerias emergentes e outras mais estabelecidas", disse ele.

Nesse sentido, o evento terá um formato boutique, que "embora haja uma limitação pelo espaço onde será realizado", explicou Novillo Corvalán, mas também se mostrou "interessado pela escala": "Pensamos que um percurso mais curado, um pouco mais personalizado, seria diferenciador".

Ele acrescentou: "O aspecto boutique também reflete o fato de que cada estande tem um espaço bem desenvolvido para que o público possa apreciá-lo de alguma forma e conversar com os vários donos de galeria. Nesse sentido, a boutique é, de alguma forma, parte da identidade da Feira."
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